Introdução: esse título não é provocação. É constatação.
O título deste artigo não surgiu de uma hipótese ou de um estudo acadêmico.
Ele nasceu de um webinar da Blwinner com Claudiomar, responsável pelo projeto de ISO 9001 e ISO 39001 da Fretadão, empresa que se tornou a primeira startup de tecnologia do Brasil certificada na ISO 39001.
Durante o encontro, uma frase ficou implícita o tempo todo:
“A maioria dos sistemas de gestão não morre na auditoria. Morre depois dela.”
E essa é uma verdade desconfortável para o mercado.
A certificação acontece.
O selo vem.
Mas a rotina não sustenta.
Este artigo organiza, aprofunda e amplia os principais aprendizados práticos desse webinar, conectando experiência real, gestão do dia a dia e o que realmente mantém um sistema ISO vivo.
O que você vai aprender aqui
Neste artigo, baseado no webinar da Blwinner com o responsável pelo sistema de gestão da Fretadão, você vai entender:
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Por que a certificação não garante um sistema funcionando
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O que faz sistemas ISO perderem força logo após a auditoria
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Como a rotina do gestor da qualidade impacta diretamente o sucesso da ISO
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Os erros mais comuns cometidos após a certificação
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Como transformar ISO 9001 e ISO 39001 em ferramentas de resultado, não de burocracia
A origem do problema: quando a certificação vira o objetivo final
Um dos primeiros pontos discutidos no webinar foi direto:
Quando a certificação vira o objetivo, o sistema nasce frágil.
Claudiomar compartilhou que, no projeto da Fretadão, a virada de chave aconteceu quando a pergunta deixou de ser:
“O que precisamos para passar na auditoria?”
E passou a ser:
“O que precisa funcionar toda semana para o negócio rodar melhor?”
Essa mudança muda tudo.
Sistemas de gestão não falham por falta de norma
Outro ponto forte trazido no webinar foi este:
Sistemas ISO raramente falham por desconhecimento da norma.
Eles falham por não fazer sentido para quem executa.
Na Fretadão, o desafio não era documentar processos — era garantir que eles fossem úteis na tomada de decisão.
Quando o sistema não ajuda a resolver problemas reais, ele é ignorado.
E o que é ignorado, morre.
O teatro da auditoria (e como ele mata o sistema)
Durante o webinar, o “teatro da auditoria” apareceu como um dos maiores vilões da longevidade da ISO.
A lógica é conhecida:
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atenção máxima perto da auditoria
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esforço concentrado em evidência
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e, depois, silêncio
Claudiomar destacou que, no projeto da Fretadão, a ISO só ganhou força quando deixou de ser evento anual e passou a ser rotina de gestão.
Auditoria virou consequência, não foco.
A rotina do gestor da qualidade define a vida do sistema
Um ponto central do webinar foi a rotina do gestor da qualidade.
Não é o volume de documentos que sustenta a ISO.
É a forma como o gestor atua no dia a dia.
No projeto da Fretadão, ficou claro que o papel do gestor precisava mudar:
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de fiscal para facilitador
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de cobrador para apoiador
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de guardião da norma para tradutor da estratégia
Essa mudança foi decisiva para manter o sistema vivo após a certificação.
Dados vivos vs. dados mortos
Outro aprendizado prático do webinar foi sobre indicadores.
Dashboards que não geram conversa não geram gestão.
Claudiomar trouxe exemplos de como indicadores passaram a ser usados como gatilhos de decisão, não como relatórios decorativos.
Sistema vivo gera diálogo.
Sistema morto gera silêncio.
Por que sistemas de gestão ISO morrem após a certificação?
Os 5 aprendizados práticos do webinar
1️⃣ Certificação não sustenta rotina
Sem uso contínuo, o sistema se perde.
2️⃣ Falta de presença no dia a dia
ISO não sobrevive com gestão esporádica.
3️⃣ Comunicação baseada em cobrança
Isso gera defesa, não melhoria.
4️⃣ Indicadores sem decisão
Número sem ação vira enfeite.
5️⃣ Liderança desconectada da operação
Sistema precisa de gente, não só de regra.
O que a experiência da Fretadão ensina ao mercado
O projeto ISO 9001 e ISO 39001 da Fretadão mostrou algo importante:
👉 É possível manter um sistema vivo, mesmo em uma empresa de tecnologia, dinâmica e em crescimento acelerado.
Mas isso só acontece quando:
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a ISO entra na rotina
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a liderança compra a ideia
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e o sistema é tratado como ferramenta de gestão
Esse foi o papel da Blwinner no projeto: traduzir norma em prática, sem burocracia desnecessária.
Conclusão
Este artigo nasceu de um webinar real, com quem vive a ISO no dia a dia — não de teoria ou achismo.
Se sistemas de gestão ISO morrem após a certificação, não é porque a norma falha.
É porque a rotina não sustenta.
Para fechar, fica a pergunta:
Seu sistema de gestão hoje existe para passar na auditoria… ou para ajudar o negócio a decidir melhor?
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