Essa pergunta aparece com frequência.
Mas ela costuma ser feita do jeito errado.
O problema não é quanto custa fazer um PGR.
O problema é quanto custa manter um PGR mal feito achando que está tudo certo.
E esse custo raramente aparece em uma única linha do financeiro.
Ele se espalha em multas, retrabalho, afastamentos, perda de produtividade e decisões ruins.
Durante nosso webinar sobre como empresas maduras usam o PGR no dia a dia, um dado chamou atenção:
Mais de 70% das empresas brasileiras têm PGR e, mesmo assim, continuam sendo multadas, autuadas e sofrendo acidentes evitáveis.
Isso nos leva a uma conclusão desconfortável — mas necessária:
👉 O problema não é a existência do PGR. É a forma como ele é feito e utilizado.
O que você vai aprender aqui
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O que caracteriza um PGR mal feito
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Quais são os custos visíveis e invisíveis de um PGR fraco
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Por que empresas com PGR continuam sendo multadas
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Como o PGR impacta diretamente o financeiro
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Quando o PGR deixa de ser documento e vira gestão
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A conexão direta entre PGR mal feito e ausência de sistema (ISO 45001)
Antes de tudo: o que é, na prática, um PGR mal feito?
Um PGR mal feito não é necessariamente ilegal.
Ele é pior do que isso: ele passa a falsa sensação de segurança.
Na prática, estamos falando de um PGR que:
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Foi feito por modelo pronto
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Não reflete a realidade da operação
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Não envolveu quem executa o trabalho
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Não conversa com a gestão
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Não orienta decisões
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Fica guardado até a fiscalização aparecer
Ou seja: existe no papel, mas não existe na rotina.
O custo mais óbvio: multas e autuações
Vamos começar pelo custo que todo mundo lembra.
Quando o fiscal chega, ele não avalia só:
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se existe PGR
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se está assinado
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se está “bonito”
Ele avalia:
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coerência com a operação
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aderência à realidade
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aplicação prática
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evidências de uso
E é aqui que o PGR mal feito cai.
Resultado direto:
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Autos de infração
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Multas
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Termos de ajuste
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Exigências urgentes (e caras)
👉 Ter PGR não protege contra multa. Usar o PGR sim.
O custo que dói mais: acidentes evitáveis
Durante o webinar, ficou claro um ponto-chave:
Ausência de acidente não significa segurança garantida.
Empresas com PGR fraco costumam:
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não mapear riscos reais
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subestimar exposições
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confiar demais na “experiência”
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reagir só depois do problema
Quando o acidente acontece, o custo explode:
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afastamentos
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horas paradas
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substituições emergenciais
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impacto emocional no time
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passivo trabalhista
Tudo isso nasce, quase sempre, de um risco conhecido — mas mal gerenciado.
Custos invisíveis (e normalmente ignorados)
Aqui mora o verdadeiro rombo financeiro.
1️⃣ Absenteísmo
Funcionários adoecem, se afastam ou faltam com frequência.
Ninguém conecta isso ao PGR — mas deveria.
2️⃣ Turnover
Ambientes inseguros geram rotatividade.
Treinar pessoas novas custa caro.
3️⃣ Retrabalho e improdutividade
Processos mal protegidos geram erros, paradas e improvisos.
4️⃣ Compras erradas
EPI inadequado, equipamento incompatível, fornecedor não validado.
Tudo isso é risco mal gerido — e dinheiro jogado fora.
👉 O financeiro sente o impacto. Só não sabe de onde ele vem.
O erro clássico: tratar segurança como custo
Empresas imaturas olham para o PGR e pensam:
“Mais um gasto obrigatório.”
Empresas maduras pensam:
“Onde estamos perdendo dinheiro sem perceber?”
E a resposta quase sempre passa por:
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risco
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processo
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comportamento
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falta de sistema
Segurança mal feita é custo.
Segurança bem gerida é investimento.
Onde o PGR deveria entrar (mas quase nunca entra)
Um PGR bem feito deveria influenciar:
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compras
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manutenção
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treinamentos
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contratos
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planejamento
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decisões estratégicas
Mas quando ele é fraco, ele vira:
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um arquivo
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uma obrigação
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um problema para o “pessoal da segurança”
E isso explica por que 70% das empresas têm PGR e continuam errando.
O ponto de virada: quando o PGR vira ferramenta de gestão
No webinar, um ponto ficou muito claro:
O PGR começa a funcionar quando ele deixa de ser só da segurança e passa a ser da empresa.
Empresas maduras:
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usam o inventário para entender a operação
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envolvem áreas no mapeamento de riscos
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traduzem risco em impacto financeiro
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usam o PGR para priorizar decisões
Nesse cenário, o PGR:
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sai da gaveta
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ganha vida
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reduz custo
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protege pessoas e resultados
E onde entra a ISO 45001 nisso tudo?
Aqui está a virada de chave.
O PGR sozinho não se sustenta no tempo.
Ele depende de pessoas, rotina, decisão e cultura.
É exatamente isso que a ISO 45001 faz:
👉 cria um sistema de gestão que mantém o PGR vivo.
Sem sistema:
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o PGR nasce bem
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envelhece rápido
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vira papel
Com sistema:
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o PGR é revisado
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usado
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integrado
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melhorado continuamente
A ISO 45001 não existe “além do PGR”.
Ela existe para evitar que o PGR vire custo escondido.
Então, afinal: quanto custa um PGR mal feito?
Não existe um número único.
Mas existe uma certeza:
👉 custa muito mais do que fazer direito desde o começo.
Custa:
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dinheiro
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tempo
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pessoas
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credibilidade
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tranquilidade
E, muitas vezes, custa só quando já é tarde.
Conclusão e próximos passos
O maior erro das empresas não é não ter PGR.
É achar que ter um PGR qualquer é suficiente.
Se o seu PGR:
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não orienta decisões
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não conversa com a gestão
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não reduz riscos reais
-
não protege financeiramente
Ele está custando caro — mesmo que você ainda não tenha percebido.
Quer saber se o seu PGR é ferramenta de gestão ou custo escondido?
👉 Fale com nosso time ou solicite um diagnóstico.



