Se você trabalha com segurança do trabalho, qualidade ou gestão, esse dado dói:
Mais de 70% das empresas brasileiras possuem PGR, mas continuam sendo autuadas, multadas e registrando acidentes evitáveis.
Isso não é achismo. É dado oficial do Fundacentro – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho.
E a pergunta que fica é direta:
Se a maioria das empresas tem PGR, por que o problema continua?
A resposta incomoda, mas é libertadora:
👉 o problema não é o documento. É o uso (ou a falta dele).
Na prática, o PGR virou:
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Documento de gaveta
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Material “feito para fiscal ver”
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Um PDF que ninguém consulta
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Algo desconectado da operação e da estratégia
Neste artigo, vamos colocar o dedo na ferida — e mostrar como sair desse ciclo.
O que você vai aprender aqui
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Por que empresas com PGR continuam sendo multadas
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Os erros mais comuns na aplicação do PGR
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A diferença entre ter PGR e usar o PGR
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Como empresas maduras usam o PGR no dia a dia
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O que muda quando o PGR vira ferramenta de gestão
O dado que ninguém gosta de discutir
Ter PGR virou obrigação legal.
Usar o PGR virou exceção.
Na maioria das empresas, o PGR:
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É feito por modelo pronto
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Não reflete a realidade da operação
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Não conversa com líderes e gestores
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Não gera decisão
E quando o fiscal chega, ele percebe isso em minutos.
O erro nº1: tratar o PGR como documento, não como processo
A NR-01 é clara: PGR não é papel. É gestão de risco.
Mas o que acontece na prática?
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Inventário feito sem ouvir a operação
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Classificação de riscos genérica
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Medidas de controle copiadas
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Plano de ação que nunca sai do Excel
Resultado?
👉 O risco continua existindo.
👉 O acidente acontece.
👉 A multa vem.
O erro nº2: não entender o contexto da empresa
Empresas diferentes têm riscos diferentes.
Mesmo setor ≠ mesma realidade.
Quando o profissional não entende:
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Cultura da empresa
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Nível de maturidade
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Objetivos do negócio
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Estratégia da liderança
O PGR nasce morto.
Empresas maduras começam sempre pela mesma pergunta:
“Em que contexto estamos e para onde queremos ir?”
O erro nº3: comunicação que não comunica
Aqui mora um dos maiores sabotadores do PGR.
O profissional fala:
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NR
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item
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subitem
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jargão técnico
Enquanto a liderança pensa em:
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faturamento
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prazo
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cliente
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risco financeiro
Se não existe tradução, não existe adesão.
Por que empresas maduras não sofrem com isso?
Porque elas entenderam algo simples:
👉 PGR não é da segurança. É da empresa.
Empresas maduras:
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Envolvem áreas no inventário
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Usam o PGR para decidir investimentos
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Conectam risco com dinheiro
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Transformam medidas de controle em rotina
O PGR deixa de ser obrigação e vira governança.
Como transformar o PGR em ferramenta real (passo a passo)
1️⃣ Comece pelo inventário de verdade
Converse com quem opera. Observe. Escute.
2️⃣ Pare de copiar modelos
Se o PGR não reflete sua operação, ele não vale nada.
3️⃣ Traduza risco em impacto
Acidente, afastamento, turnover e retrabalho custam caro.
4️⃣ Traga o PGR para as decisões
Compra, manutenção, treinamento e contratos.
5️⃣ Use o PGR no dia a dia
DDS, reuniões, indicadores e planejamento.
Conclusão e próximos passos
Ter PGR não protege ninguém.
Usar o PGR muda o jogo.
Empresas continuam sendo multadas não porque falham na documentação, mas porque falham na gestão.
👉 Se o seu PGR não influencia decisões, ele não está cumprindo seu papel.
Quer saber se o seu PGR está protegendo sua empresa ou só ocupando espaço?
👉 fale com nosso time.



