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Todo mês é igual: alguém pede o “relatório de indicadores”, você monta, apresenta… e nada muda. A reunião termina, o arquivo vai pra uma pasta, e a operação segue do mesmo jeito. Se o indicador não te ajuda a tomar decisão, ele não é indicador — é burocracia com gráfico bonito.

E o mais perigoso disso tudo não é o tempo gasto (que já é alto). O mais perigoso é a sensação falsa de controle: “estamos medindo, então estamos gerindo”. Só que medir, por si só, não é sinônimo de boa gestão. É um pedaço do jogo — mas não o jogo inteiro.

No webinar da Blwinner sobre indicadores que realmente funcionam, o Lucas bate em um ponto que muita empresa ignora: indicador bom não nasce no Excel. Ele nasce na direção certa. E direção certa começa antes de tudo na cultura organizacional.

O problema (claro e direto): o indicador desconectado do que a empresa quer

O erro mais comum não é “falta de indicador”. É ter indicador que não conversa com o que a empresa realmente quer atingir.

Quando não existe clareza de rumo, cada área passa a medir o que acha “interessante”. E aí acontece o clássico:

  • mede um monte de coisa,

  • ninguém sabe o que fazer com aquilo,

  • e o indicador vira só “preencher relatório”.

A consequência aparece na prática: você até apresenta números, mas eles não viram decisão. No máximo viram justificativa. Ou viram disputa de narrativa: cada área defendendo o próprio resultado, sem conexão real com o objetivo maior do negócio.

O Lucas organiza isso de forma simples: tudo começa na cultura organizacional. E aqui é importante reforçar o que ele falou no webinar: cultura não é romantização, nem frase na parede. Na leitura da Blwinner, cultura é composta por quatro pontos que dão direção:

  1. Porquê: por que a empresa existe (o motivo de fundo).

  2. Visão: onde a empresa quer chegar e até quando (ponto B, com prazo).

  3. Missão: como a empresa pretende chegar lá (caminho).

  4. Valores: comportamentos permitidos e não permitidos (o que sustenta o caminho).

Quando isso está claro, fica muito mais simples descer um degrau e responder: “qual é o objetivo do negócio?”. E depois descer outro degrau: “qual é o objetivo de cada processo/área para sustentar esse objetivo do negócio?”.

Sem esse cascateamento, você tenta criar indicador “no vácuo”. E indicador no vácuo vira número sem dono, meta sem sentido e reunião sem decisão.


Consequências de não agir: você paga caro por um indicador que não decide

Quando o indicador não orienta decisão, você perde em quatro frentes — e nenhuma delas é pequena:

1) Tempo do time
O time gasta horas coletando dados, arrumando planilha, ajustando apresentação… e no final ninguém sai com um “então vamos fazer X”. Isso drena energia da execução.

2) Energia de gestão
Reuniões viram rito. Você entra, apresenta, comenta, “anota pontos”, e sai igual entrou. Com o tempo, as pessoas começam a tratar indicador como obrigação, não como ferramenta.

3) Capacidade de atacar causa raiz
Você olha a consequência, mas não enxerga a causa. E aqui entra uma frase forte do webinar: “a gestão acontece na causa e não na consequência.”
Se você mede só resultado, vira torcida. Se ignora esforço, vira cegueira.

4) Sinergia entre áreas
Cada área cria suas próprias métricas, cada uma conversa com seu próprio relatório, e as decisões ficam fragmentadas. O indicador, que deveria integrar, vira muro.

E existe ainda um custo invisível: a credibilidade do próprio sistema de gestão. Quando o indicador não serve pra nada, as pessoas param de respeitar o indicador. E quando param de respeitar o indicador, a empresa perde uma das poucas coisas que dão previsibilidade: rotina de decisão baseada em evidência.


O ponto de virada: indicador que funciona é indicador que gera ação

Uma das perguntas mais comuns que aparece em projetos (e que o Lucas citou no webinar) é: “quantos indicadores eu preciso ter?”
A resposta é provocativa e libertadora: no mínimo um. E no máximo, a quantidade suficiente para sustentar o objetivo. O resto é ruído.

Isso muda o foco do “quantos” para o “pra quê”.

E aí entra o filtro definitivo, que deveria estar colado na mesa de todo gestor:

“Esse indicador está me ajudando com qual tomada de decisão?”

Se não está ajudando com decisão, ele precisa ser revisto. Às vezes simplificado. Às vezes trocado. Às vezes eliminado.


Caminho prático de solução (aplicável): o fluxo que a Blwinner usa na vida real

A seguir, um fluxo direto — do jeito que a Blwinner aplica na prática para transformar indicador em decisão, e decisão em resultado.

1) Comece pelo objetivo do negócio

Sem isso, qualquer indicador vira aleatório.

Antes de falar de meta, dashboard ou reuniões, responda com clareza: o que o negócio quer atingir?
Se a direção não está clara, o indicador vai medir movimento, não progresso. Vai contar esforço solto, não caminhada certa.

2) Desça para o objetivo do processo/área

Pergunta-chave: “O que meu processo precisa entregar para ajudar a empresa a chegar onde quer?”

No webinar, o Lucas descreve isso como um cascateamento: sócios/donos definem o rumo, e cada gestor de processo precisa alinhar seu objetivo a esse rumo. É aqui que o indicador começa a fazer sentido: ele passa a ser “prova” de que a área está contribuindo — ou não — para o objetivo maior.

3) Separe dois tipos de indicador: esforço (meio) e resultado (destino)

Esse é um dos pontos mais fortes do webinar, porque resolve um erro gigantesco: confundir o que você controla com o que você apenas influencia.

Indicadores de esforço (meio): são os que medem o que está na sua mão no dia a dia. Ex.: número de contatos, tempo de resposta, tempo de atendimento, volume de atividades executadas, cadência, produtividade operacional. É o que te permite enxergar gargalo e capacidade.

Indicadores de resultado (destino): são os que medem a saída final. Ex.: vendas, satisfação do cliente, aumento de faturamento e margem, cumprimento de prazo final, etc. Aqui você influencia, mas não controla 100%.

O Lucas dá um exemplo forte no comercial: vender é resultado — mas para vender você precisa de um conjunto de esforços antes (ligações, mensagens, reuniões, e-mails, propostas, nutrição). E ele solta uma frase que deveria virar regra: “vender não é quem vende, é quem compra.”
Ou seja: cobrar só resultado, sem monitorar esforço, é gerir por pressão — não por sistema.

Ele também mostra isso no operacional com o raciocínio de capacidade: quando você monitora tempo de resposta, volume de chamados e capacidade do time, você sabe quando virou gargalo e quando precisa tomar uma decisão (por exemplo, contratar). Sem indicador de esforço, a conversa vira achismo: “precisamos de mais gente” — “por quê?” — silêncio.

4) Valide se ele gera decisão (todo mês, sem exceção)

Aqui entra a “crítica contínua” do webinar: indicador não é uma coisa que você cria e pronto. Você mede e pergunta: o que isso mudou?

Uma prática simples e poderosa é fechar o mês com estas perguntas:

  • Qual foi a tomada de decisão gerada por esse indicador?

  • Que ação foi tomada a partir dele?

  • O que vamos ajustar no processo por causa dele?

Se a resposta é “nenhuma”, seu indicador é só relatório.

E tem um detalhe importante que o Lucas pontua: às vezes o indicador não é decisório pra você, mas é decisório para a área subsequente (o “cliente interno”). Nesse caso, ele pode ser relatório pra um, e decisão pra outro. O que não dá é ele não servir pra ninguém.

5) Defina um dono no singular (um CPF)

Indicador sem dono vira indicador sem resposta.

No webinar, o Lucas é bem direto: responsabilidade compartilhada vira compromisso diluído.
E ele usa uma analogia popular: “cachorro de dois donos morre de fome”. Pode soar duro, mas na prática é isso: quando dá certo, todo mundo comemora; quando dá ruim, ninguém assume.

Então a regra é simples: um indicador precisa de um responsável no singular.
Isso não significa que a construção não seja conjunta — muito pelo contrário. O Lucas inclusive reforça que quando o gestor envolve o time na definição, aumenta o engajamento e a chance de atingir a meta. Mas na hora de responder, é um CPF só.

6) Garanta que a meta seja alcançável (e ajustável com maturidade)

Outro ponto prático do webinar: indicador precisa ser alcançável. A Blwinner não é fã da lógica “meta na lua pra acertar o céu”. Porque isso tende a gerar estresse contínuo e perda de tração.

O que funciona melhor na prática: metas claras, alcançáveis, monitoramento de esforço e ajuste de rota quando necessário. Se você acompanha o meio, você consegue corrigir o caminho antes do fim do ano — e isso é gestão de verdade.


Conexão natural com a Blwinner: por que isso não é teoria

O diferencial aqui é simples: a Blwinner fala disso vivendo isso. O próprio webinar faz questão de reforçar que não é “discurso de norma”, é prática de gestão em uma empresa real, com desafios reais, clientes reais e rotina real.

E tem um ponto de ouro: bons indicadores costumam nascer de bons questionamentos da área subsequente. Quando áreas conversam com dados (marketing com comercial, comercial com financeiro, operação com liderança), o indicador deixa de ser uma métrica isolada e vira linguagem comum de decisão.

Se você quer transformar indicador em decisão — e decisão em ritmo de execução — uma conversa estratégica costuma ser o atalho: objetivo → processo → métrica → rotina de decisão. A partir daí, o indicador para de ser um documento mensal e vira um instrumento diário de gestão.

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Lucas Basques

Empreendedor otimista, esportista aficionado e sortudo por todos os dias trabalhar fazendo o que ama. Com mais de 15 anos de trajetória na blwinner, atuando como consultor e auditor em diversas normas ISO e SASSMAQ. Hoje, lidera a empresa como CEO, com o compromisso de ajudar os clientes a aumentar faturamento e margem através das normas ISO.